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Kant, a redação da FUVEST e o elitismo do vestibular

O tema da redação da FUVEST mais uma vez causou rebuliço nas redes sociais. Dessa vez cobrando que os candidatos falassem sobre um conceito de Kant, a redação reacendeu uma discussão sobre o elitismo da prova. Mas é preciso avançar: pra que serve o vestibular?

Todos os anos, o tema da redação da FUVEST gera diversas discussões a respeito da prova, que parece aumentar de dificuldade a cada edição. Dessa vez, os estudantes tinham que elaborar um texto argumentativo respondendo se o homem atual saiu da menoridade e alcançou a maioridade a partir de um conceito do filósofo Immanuel Kant.

Muitos ficaram indignados com a proposta de tema. Sabendo da precarização do ensino público, muito se comentou sobre o fato de esse tema dificultar ainda mais o acesso ao ensino superior para aqueles que provavelmente nunca estudaram o autor em sala de aula. Houve também elogios ao tema, entendendo que a discussão seria propícia para o momento em que vivemos e que seria possível realizar a proposta sem conhecimento prévio do assunto. O debate, no entanto, precisa ser mais profundo do que apenas uma discussão sobre o tema da redação.

A redação é parte obrigatória para todos os candidatos da FUVEST. Para desenvolver o texto, os estudantes recebem uma coletânea que apresenta o tema – nada é cobrado de conteúdo além do que foi efetivamente apresentado pela comissão que prepara ao prova. Pensando unicamente por esse viés, não seria um problema desconhecer por completo o autor para realizar o texto, uma vez que não entra nos critérios de avaliação qualquer conhecimento prévio do assunto. Qual é, então, o grande problema desse tema?

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http://esquerdadiario.com.br/Kant-a-redacao-da-FUVEST-e-o-elitismo-do-vestibular

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