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Performance da Beyoncé no Super Bowl revolta políticos e policiais, gera protestos e até ameaça de boicote

Beyoncé está causando com “Formation”. Depois de sacudir a elite racista norte-americana com o clipe da música, a cantora deu ainda mais o que falar com a performance no Super Bowl. Para muitos, foi só um show de dança! Mas os americanos entenderam o recado, e há gente revoltada. Policiais e políticos conservadores do partido republicano estão fazendo críticas públicas à popstar e já há um movimento preparando um protesto “anti-Beyoncé” para a próxima terça (16/2), em um evento da NFL – a liga de futebol americano que promove o Super Bowl anualmente.

O motivo da revolta foi Beyoncé ter feito referência ao movimento Black Panther Party na performance. O “Partido dos Panteras Negras” foi criado nos Estados Unidos em 1966 como resposta ao racismo norte-americano. O partido patrulhava os guetos negros em Oakland, na Califórnia, para proteger os cidadãos da violência da polícia. Na apresentação do Super Bowl, Beyoncé botou suas dançarinas vestidas como se vestia o grupo histórico. A cantora decidiu trazer o tabu à tona em 2016, mediante os assassinatos de jovens negros inocentes por policiais brancos inocentados, o que gerou um novo movimento, o Black Lives Matter.

Mais de 111 milhões de pessoas assistiram à Beyoncé tratar do assunto no Super Bowl, o que dividiu opiniões. O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani (Rudy) considerou a atitude “revoltante”. “O que deveríamos fazer pela comunidade de afro-americanos, e todas as comunidades, é dar respeito aos policiais, e nos concentrarmos no fato de que quando alguém faz algo errado, okay, trabalharemos nisso. Mas a maioria dos policiais arriscam suas vidas para nos manter seguros”, declarou. Um político canadense também disse que, com o claro apoio aos Panteras Negras, Beyoncé “não pode ser bem-vinda no país” e que seu show no Canadá no dia 25 de maio deveria ser cancelado.

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