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Quanto maior o cérebro, melhor se resolvem os problemas

Estudo demonstra que mamíferos de maior encéfalo têm maiores capacidades cognitivas avançadas

A hipótese é velha, e à primeira vista parece de senso comum: maior o cérebro, maiores as capacidades cognitivas avançadas, como a criação de inovações, a flexibilidade do comportamento e o autocontrole. Mas existe uma hipótese rival que argumenta que a inteligência evolui para controlar as interações sociais e permite aos animais prever as ações de outros, responder a elas e manipulá-las. Cientistas da Universidade de Wyoming (EUA) resolveram na marra: submetendo 39 espécies de mamíferos a um teste de resolução inteligente de problemas. Ganha o grande cérebro do urso, perde o pequeno cérebro do mangusto. E também perdem os defensores da hipótese do cérebro social. Aqui o que importa não é sociedade, mas o tamanho.

Para sermos mais exatos, o parâmetro essencial não é tamanho absoluto do cérebro, mas seu tamanho relativo em relação ao corpo. A razão é que um corpo grande precisa de um cérebro grande por motivos simples: são necessários mais neurônios para controlar mais células musculares. O que os evolucionistas entendem por um aumento do tamanho do cérebro, ou encefalização, é o aumento de sua proporção em relação ao tamanho do corpo. Por exemplo, uma hipotética espécie que diminua o tamanho de seu corpo somente do pescoço para baixo terá se encefalizado.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/25/ciencia/1453739665_996094.html