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Mosquitos mutantes contra o zika vírus

Liberação de milhões de machos transgênicos reduz a população do transmissor da doença em 82%

Diante da falta de uma vacina contra o zika vírus, na cidade de Piracicaba (interior de São Paulo) a luta se concentrou no mosquito que o transmite. Nos arredores dessa cidade foram soltos milhões de mosquitos geneticamente modificados (GM) para que sua descendência morra antes de chegar à fase adulta e, portanto, não possa transmitir a doença. Os primeiros resultados mostram uma redução de larvas de mosquito de 82%.

O principal vetor ou transmissor do zika e outros vírus, como o da dengue e o chikungunya, é a fêmea do mosquito Aedes aegypti e, em menor medida, a do mosquito tigre (Aedes Albopictus). Salvo alguma vacina experimental, nenhum desses vírus tem cura. Outro enfoque possível é controlar a população de mosquitos, geralmente com inseticidas. Mas há uma terceira via: o controle biológico mediante o uso da genética.

É o que propôs a empresa britânica Oxitec às autoridades de Piracicaba no primeiro semestre do ano passado. Seu plano era soltar exemplares macho do Aedes aegypti GM em tal quantidade e durante tempo suficiente para que deslocassem os machos silvestres no acasalamento com as fêmeas. Esses machos do mosquito, denominados OX513A, portam e transmitem uma mutação genética que faz com que suas crias sejam dependentes da tetraciclina, um antibiótico. Se lhes falta, morrem antes de superar o estágio de pupa ou larval.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/21/ciencia/1453370039_666451.html