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A felicidade de tocar um ‘blues’

Estudo com pianistas de jazz descobre que improvisar um solo triste ativa o módulo cerebral do prazer

Foi um erro histórico. Quando Rick pediu a Sam que tocasse outra vez, o pianista de Casablanca deveria, em vez de As Times Goes By, ter entoado Knock on Wood, que é quase a primeira que ele toca em todo o filme, e assim pouparia Bogart de meio litro de whisky de centeio e de uma briga homérica com a sua ex. Porque nem Sam era o mesmo músico, nem Rick era o mesmo ouvinte enquanto soavam essas duas canções, que representam as duas caras da vida. É parte do misterioso nexo entre a música e as emoções que a neurologia começou a desentranhar.

Melinda McPherson, Charles Limb e seus colegas da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, em Baltimore, e da Universidade da Califórnia em San Francisco não usaram Casablanca para pesquisar a relação entre a criatividade musical e as emoções, e sim 12 pianistas de jazz de carne e osso. Mostraram-lhes fotos em que uma atriz aparece ou triste, ou alegre, ou com uma expressão neutra impenetrável, e pediram a eles que improvisassem um solo de piano que casasse com essas emoções. Enquanto tocavam, examinaram seus cérebros com uma ressonância magnética funcional (fMRI), a técnica que revela os segredos mais ocultos da mente humana.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/11/ciencia/1452506358_520353.html