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Educador explica como uma piada pode ser homofobia

Quatro a cada dez homens gays relatam que já foram agredidos fisicamente enquanto estavam na escola, segundo dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) de 2009. A escola ainda é um ambiente hostil aos adolescentes homossexuais, afirma Lula Ramires, graduado em filosofia e mestre em educação pela USP (Universidade de São Paulo) com a dissertação “Habitus de gênero e experiência escolar: jovens gays no ensino médio em São Paulo”.

Segundo o educador, para mudar essa realidade, é necessário trazer o tema para a sala de aula, como qualquer outro, e debatê-lo de forma tranquila. Além disso, investir na formação dos professores, para que eles entendam a questão da diversidade e combatam o preconceito na escola.

UOL Educação – O que é homofobia?

Lula Ramires – Para entender a homofobia, é necessário entender a heteronormatividade. A gente vive numa sociedade em que a norma, o que é aceito, é o relacionamento entre pessoas de sexos diferentes. Toda vez que alguém ameaça sair dessa norma, sofre algum tipo de advertência ou punição. Por exemplo, se um homem, independente da orientação sexual, resolve usar uma camisa cor-de-rosa, ele vai sofrer uma advertência, um breque. A homofobia começa aí. É como uma luz vermelha que acende quando alguém descumpre essa heteronormatividade. Por um lado, ela tem uma sutileza: é o comentário, a chacota, a piadinha. Isso vai ficando cada vez mais agressivo. Por achar que alguém é homossexual na escola, podem tirar o lanche, tirar os pertences, tirar do grupo de amigos, isolar. Muitas vezes o professor não intervém. No máximo faz uma advertência. E fica nisso. A homofobia vai ficando mais séria e pode chegar a atos de violência, tanto psicológica quanto física, e até ao assassinato.

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http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/01/14/educador-explica-como-uma-piada-pode-ser-homofobia.htm