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Crianças empreendedoras

O empreendedorismo na escola promete ética e liberdade, mas pode ser também uma forma de submissão ao sistema

Toda criança, em casa ou na escola, algum dia já inventou brinquedos, feitos de materiais diversos que encontrou pela frente. Essa construção física e simbólica nasce naturalmente da necessidade constante dos pequenos de brincar, inventando coisas que não existem no seu mundo naquele momento. Mas atividades como a invenção de brinquedos, comum a todas as gerações, hoje são vistas e valorizadas sob o signo do empreendedorismo. E a tradicional confecção de brinquedos de sucata facilmente vira tema de uma para os pais em uma “feira de empreendedorismo”. A preocupação em preparar os mais novos para serem empreendedores conta com inúmeras experiências nos conteúdos e currículos do Ensino Médio e, mais recentemente, tem chegado com força também ao Fundamental e Infantil. As metodologias são variadas, mas costumam apostar na ludicidade e na capacidade imaginativa das crianças para inseri-las no mundo do empreendedorismo.

A professora Michelle Gomes Lelis, mestre em economia doméstica e autora de um curso a distância para que professores da Educação Infantil tratem do empreendedorismo na escola, citou propostas de atividades simples, como montar uma espécie de clube do gibi, para incentivar a locação de revistas em quadrinhos entre os alunos. “Envolve a matemática, com o conceito de quantidades, traz a questão ambiental ao se reutilizarem materiais, reforça a importância do trabalho em equipe, a responsabilidade de retorno e conservação”, explicou.

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