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Bebês vítimas do zika têm lesões cerebrais além da microcefalia

Grupo que estuda fetos infectados registra calcificação no cérebro e acúmulo de líquidos

Quando o médico baiano Manoel Sarno recebeu a quarta grávida no mês de julho que esperava um bebê com microcefalia, suspeitou que algo estava errado. Especialista em medicina fetal e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ele estava acostumado a atender no ano entre quatro e cinco casos da condição, uma malformação cerebral em que o perímetro do cérebro do bebê é menor que o normal.

Depois de entrevistar as mães, ele percebeu que todas relatavam a mesma coisa: no primeiro trimestre da gravidez estiveram em uma unidade de saúde com sintomas parecidos aos da dengue ou do chikungunya, dois vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. Fizeram os exames para ambos e o resultado foi negativo. Logo se suspeitou que fosse zika, um terceiro vírus transmitido pelo mesmo vetor e que acabava de chegar ao país. A Bahia foi o primeiro Estado a confirmar a circulação dele, o que facilitou o trabalho das unidades de saúde.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/15/politica/1450194211_798221.html