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“No   Brasil,   todo   mundo   é   índio, exceto quem não é”

Entrevista à equipe de edição, originalmente publicada no livro Povos Indígenas no Brasil
2001/2005

Em 26 de Abril de 2006, Eduardo Viveiros de Castro – professor de Antropologia no Museu Nacional (RJ)  e especialista em Etnologia Brasileira – esteve no ISA-SP para falar à equipe de edição do Povos Indígenas no Brasil sobre duas questões polêmicas: quem é índio? E o que define o pertencimento a uma comunidade indígena?

Começo por dizer que suspeito que nossa entrevista vai ter de abundar em aspas; não apenas ou principalmente aspas de citação, mas sobretudo aspas de distanciamento. Isso porque essa discussão – quem é índio?, o que define o pertencimento? etc. – possui uma dimensão meio delirante ou alucinatória, como de resto toda discussão onde o ontológico e o jurídico entram em processo   público   de   acasalamento.   Costumam   nascer   monstros   desse processo. Eles são pitorescos e relativamente inofensivos, desde que a gente não acredite demais neles. Em caso contrário, eles nos devoram. Donde as aspas agnósticas.

Link reportagem:
http://pib.socioambiental.org/files/file/PIB_institucional/No_Brasil_todo_mundo_%C3%A9_%C3%ADndio.pdf

Quadro Geral dos Povos Indígenas

Os números desta listagem são aproximados, devido aos inúmeros problemas e dificuldades enfrentadas  ao se produzir um censo das populações indígenas no país, principalmente nos casos de etnias que estão distribuídas em várias Terras Indígenas, cujos censos foram feitos em épocas e instituições diferentes.

Veja o quadro:
http://pib.socioambiental.org/pt/c/quadro-geral