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Após ocupações, alunos querem ter voz na escola

Porvir visita escolas em São Paulo para ouvir jovens sobre o que aprenderam durante os protestos contra a reorganização da rede de ensino e sobre o modelo de escola que esperam ter daqui em diante

O que até outro dia era considerado um lugar em que se passava algumas horas do dia fazendo atividades quase sem conexão com o mundo exterior, a escola agora é vista por alunos que protestam contra o plano de reorganização do ensino proposto pelo governo de São Paulo como um espaço de possibilidades. Depois de mais de um mês desde que a escola Fernão Dias Paes, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, foi ocupada em um processo acompanhado por outros estudantes em centenas de unidades de ensino por todo o estado, jovens contam que aprenderam a trabalhar juntos, a trocar experiências com a comunidade e se dizem mais preparados para novas demandas e estabelecer um diálogo com os responsáveis pela gestão.

Ao longo dos últimos dias, o Porvir visitou cinco escolas ocupadas em diferentes bairros da capital paulista onde conversou com estudantes de diversas instituições públicas para entender como o atual modelo de ensino é avaliado e quais são as expectativas após um movimento que levou oficinas e shows que até pouco tempo atrás pareciam distantes do ambiente escolar. “A gente ocupou a escola e começou a fazer as atividades culturais. Mas por que a gente precisa ocupar a escola para fazer isso? Por que nos dias letivos não tinha aula de música, uma capoeira… por que tem que ser sempre aquilo?”, questiona Ângelo Gabriel dos Santos Moreira, do 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Dona Ana Rosa de Araújo, localizada na Vila Inah, na zona oeste da cidade.

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