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Mestre Zé Rolinha, rei dos Lambe Sujos, segura sua espada / Mauricio Pisani

Mestre Zé Rolinha, rei dos Lambe Sujos, segura sua espada / Mauricio Pisani

Dom Pedro II na Atenas sergipana: ecos da cidade rica, culta e negra

Laranjeiras é hoje o 3.254° município em IDH do país. Mas guarda na memória os tempos que fizeram o Imperador cruzar o seu caminho

Laranjeiras guarda na memória os tempos de bonança que levaram o Imperador do Brasil Dom Pedro II a visitá-la em 1850, quando o rei escolheu as cidades mais ricas do país para conhecer pessoalmente. Seguiu com a imperatriz Teresa Cristina, passeou pelas ruas da cidade, conversou com alunos das escolas, doou recursos para que os negros concluíssem a igreja que estavam construindo.  Era uma época em que o município nordestino fervilhava com uma elite intelectual que frequentava os três teatros da então vila imperial. Há registros de companhias francesas que se apresentavam ali, trazendo o melhor da bele epoque europeia.

A intensa atividade cultural rendeu-lhe o apelido de a Atenas Sergipana. Uma referência comum para falar de Laranjeiras era a cidade rica, culta e negra. O papel central da cultura entre as famílias abastadas fazia com que olhassem as festas folclóricas dos negros com benevolência. Eram os pobres vivendo a sua interpretação de arte. “Havia senhores de engenho que inclusive forneciam a cachaça para embalar a festa dos Lambe Sujos”, conta Evandro Bispo.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/19/cultura/1445210054_331478.html