Tags

, , , , ,

Imagem de ‘Laranja Mecânica’, onde seu protagonista é submetido a uma cura de bom cidadão. / Warner Bros/ Columbia Pictures

Imagem de ‘Laranja Mecânica’, onde seu protagonista é submetido a uma cura de bom cidadão. / Warner Bros/ Columbia Pictures

Racismo e machismo podem ser apagados do cérebro

Psicólogos eliminam o preconceito racial ou de gênero durante o sono ou com choques
Os novos ‘inquisidores’ tomam conta da rede
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/23/ciencia/1429788932_491782.html

No filme Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971), o protagonista é Alex, um jovem violento e sádico interpretado por um genial Malcolm McDowell. Cansado de seus espancamentos, roubos e estupros, a polícia o coloca nas mãos de sinistros médicos que injetam uma espécie de soro do bom cidadão. Para ativá-lo, submetem o rapaz a eternas sessões de imagens violentas. Finalmente conseguem que Alex sinta aversão à mera possibilidade de matar uma mosca. Mas os cientistas reais não são tão maquiavélicos: bastam para eles 90 minutos de um cochilo ou suaves descargas para apagar o machismo ou o racismo do cérebro.

São poucas as pessoas que, conscientemente, se declaram hoje machistas ou racistas. No entanto, a rejeição ao outro está na base da biologia humana. Entre os seres humanos, a suspeita contra quem não é do grupo é um extra da sobrevivência. Hoje, a cultura suavizou esse preconceito, mas mesmo que inconsciente, ele ainda está lá. Isso fica demonstrado pela tendência a contratar um homem, em vez de uma mulher, ou nos casos persistentes de violência policial contra as minorias étnicas.

Leia mais:
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/28/ciencia/1432828182_745841.html