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Estrondo na selva

Há 85 anos, pedaços de cometa tingiam de vermelho o céu da Amazônia e atemorizavam pescadores e seringueiros

O fim do mundo surgiu de repente. Em plena manhã, o sol ganhou o tom vermelho-sangue e uma poeira espessa cobriu de escuridão a floresta amazônica na região do Rio Curuçá, afluente do Javari. Cinzas finas se espalharam sobre árvores e cursos d’água e grandes bolas de fogo despencaram do céu, em meio a sibilos e trovões. Três diferentes explosões, uma mais forte que a outra, fizeram a terra tremer e estrondos alcançaram centenas de quilômetros. Apavorados, seringueiros largaram o que faziam para um último abraço na família enquanto pescadores caíram de joelhos nas margens de rios para encomendar a alma a Deus. Em Remate dos Males (atual Benjamin Constant) – onde a população não chegou a ver as bolas de fogo, mas ouvia as explosões-, muitos pensaram que o Exército testava novos canhões no Forte de Tabatinga. Eram quase 8 horas de 13 de agosto de 1930.

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