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70 anos após a bomba de Hiroshima, Japão exige o fim das armas atômicas

Gritos de “não à guerra” são ouvidos após o discurso do primeiro-ministro Shinzo Abe
Os crimes sem castigo da II Guerra
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/28/internacional/1430235800_289828.html

“Por sermos o único povo atacado por uma bomba atômica, temos a missão de obter um mundo sem armas nucleares.” O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, renovava assim o compromisso de seu país contra esse tipo de arma, durante a cerimônia que marcou os 70 anos do ataque norte-americano a Hiroshima, a primeira vez em que uma bomba atômica foi usada em conflitos. Cerca de 55.000 pessoas, segundo dados oficiais, participaram da homenagem às quase 140.000 vítimas daquele ataque, acompanhada de uma conclamação pela paz mundial. Apesar da fragilidade física, dezenas de hibakushas – sobreviventes da bomba –, alguns deles em cadeiras de rodas, desafiaram o forte calor para recordar o pior dia da sua história e prestar um tributo à memória de seus pais, irmãos, familiares e amigos que morreram em 6 de agosto de 1945 ou nos dias e meses subsequentes.

Às 8h15 (hora local, 20h15 de quarta-feira pelo horário de Brasília), um sino marcou o momento exato da detonação. Os participantes, entre os quais se encontravam representantes de aproximadamente cem países, e dignitários como o secretário-geral de Nações Unidas, Ban Ki-moon, observaram um minuto de silêncio, quebrado apenas pelo alarido das cigarras. A cerimônia havia começado com uma oferenda contendo água recolhida em 17 pontos da cidade, numa lembrança das vítimas que, com terríveis queimaduras, morreram suplicando algo para beber.

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