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Bolsa-família: mais alunos, menos pobreza

Como o programa e a frequência escolar obrigatória impactam o ensino

Camila Camilo, de Araçás, BA.
Colaboraram Anna Rachel Ferreira, de Itatira, CE, Bruno Mazzoco e Elisa Meirelles, de Tocantínia, TO

Nem todos sabem, mas o programa de assistência social mais popular do país tem forte relação com a escola pública. Quem recebe o Bolsa Família, cerca de 50 milhões de brasileiros, precisa cumprir certas condicionalidades. Algumas estão ligadas à Saúde, como fazer o pré-natal, manter a vacinação dos bebês em dia e garantir boa alimentação a eles. Outras obrigam famílias com renda per capita inferior a 77 reais a matricular os filhos na escola e garantir 85% de frequência para os de 6 a 15 anos e 75% para os de 16 e 17. O objetivo é focar a atenção no progresso e no bem-estar de crianças e jovens nascidos pobres, rompendo o ciclo de miséria entre gerações.

Dez anos depois do lançamento do programa, as estatísticas são animadoras. As taxas de matrícula aumentaram cerca de 5,5% nos anos iniciais do Ensino Fundamental e de 6,5% nos finais, segundo o estudo The Impact of the Bolsa Escola/Familia Conditional Cash Transfer Program on Enrollment, Drop Out Rates and Grade Promotion in Brazil, dos professores Paul Glewwe, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e Ana Lucia Kassouf, da Universidade de São Paulo (USP). E o abandono escolar diminuiu.

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http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/bolsa-familia-mais-alunos-menos-pobreza-beneficio-educacao-820093.shtml#ad-image-9

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