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A vida no Carandiru retratada em quatro salas

Uma exposição mostra como viviam os detentos do extinto presídio em São Paulo

“Vós que aqui entrais, deixa aqui toda a esperança”. O aviso, retirado da obra Inferno de Dante Alighieri, é o início de um texto afixado em um enferrujado portão verde, de mais ou menos três metros de altura, com uma marca de tiro. Antes de estar ali, dentro de um museu em uma rica avenida paulistana, o artefato se encontrava no interior de um pavilhão do que já foi o maior presídio do Brasil, o Carandiru, na zona norte da cidade.

Demolida há 12 anos, a penitenciária que foi palco da chacina de 111 presos em 1992, é retratada em Sobrevivências, uma exposição sobre vivências: Carandiru, em cartaz até 15 de março no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Nela, é possível ter um pouco da dimensão de como era a vida na prisão. Em quatro salas, apresenta o interior de uma cela, os objetos comuns na cadeia e traz relatos de alguns dos detentos e dos que pesquisaram a fundo o tema.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/08/cultura/1420748106_596537.html