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Uma vantagem na corrida tecnológica
Laboratório de última geração pode levar o Brasil à liderança da pesquisa de novos materiais
por Roberto Rockmann

Um projeto poderá melhorar a posição do Brasil no mapa da inovação no mundo. O País corre para colocar em operação um equipamento com potencial de criar um novo paradigma na área e atrair cérebros do mundo inteiro. Trabalha-se para o primeiro feixe de luz do síncrotron de última geração entrar em funcionamento em 2018, no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, no interior de São Paulo, integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. Primeiro no Hemisfério Sul, o equipamento conta com tecnologia inovadora com um único rival, em montagem na Suécia. “Várias melhorias estão programadas para os de terceira geração em operação no mundo, mas esse nosso projeto é mais avançado e posiciona o Brasil no mapa dos equipamentos sofisticados, com potencial de atrair trabalhos e cérebros”, diz o diretor do laboratório, Antonio José Roque da Silva.

O aparelho é formado por um conjunto de instrumentações científicas que permite a aplicação de raios X e raio ultravioleta em estudos de materiais, com possibilidade de testar sua resistência. O potencial de usuários do equipamento é amplo e inclui as indústrias de óleo e gás, mineração, aço, cimento e petroquímica, entre outras. “Temos conversado com algumas empresas do setor de óleo e gás, há possibilidade de financiamentos em parceria com empresas”, explica. O projeto sofreu alterações recentes para incorporar novas tecnologias e tornar-se ainda mais sofisticado e atualizado. Isso dobrou o seu custo, estimado inicialmente em 650 milhões de reais. Pretende-se iniciar parte das obras civis neste ano.

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