Um tabu incômodo

Escola pode ajudar na prevenção do suicídio entre jovens, afirma José Manoel Bertolote
Por A Tory Oliveira para revista Carta na Escola

EMBORA A HUMANIDADE conheça o ato de tirar a própria vida desde tempos imemoriais, o tema permanece um tabu e, muitas vezes, escapa ao conhecimento das autoridades de saúde pública. Contudo, para responder à recente alta nas taxas de suicídio, especialmente entre os jovens, o Brasil precisa de uma nova abordagem, mais aberta e preventiva. É o que defende José Manoel Bertolote, de 66 anos, professor do Departamento de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, e do Australian Institute for Suicide Research and Prevention, da Griffith University. Referência nacional sobre o tema, Bertolote é autor de O Suicídio e Sua Prevenção, publicado em 2012 pela Editora Unesp, um dos únicos livros disponíveis sobre o assunto no País. Atraído ainda na adolescência pelo que chama de “lado bonito do suicídio”, presente na Literatura e no teatro, o médico ampliou horizontes ao entrar em contato com o drama da morte e do sofrimento daqueles que ficam. Há 25 anos trabalhando com o tema, ele falou a Carta na Escola sobre o aumento dos casos no Brasil, políticas públicas de prevenção e a importância de se estabelecer vínculos afetivos na escola para antever os problemas dos jovens.

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