Sob a lógica do mercado

A especialista em política educacional Nora Krawczyk critica a influência do setor privado e da Economia na Educação
Por Tory Oliveira
Revista Carta na Escola

Existem dois projetos em disputa para o Ensino Médio no Brasil. Um deles pretende oferecer uma educação mais humana, capaz de dar ao aluno subsídios para refletir sobre a sua ação e sobre a sociedade. O outro, oriundo dos setores empresariais, ganhou força na última década com a defesa da formação para o mercado de trabalho. Nesse contexto, a Economia se fortalece como forma de explicar e resolver os problemas da Educação. Argentina radicada há 30 anos no Brasil, Nora Krawczyk, 55 anos, questiona a competência dada à Economia como ciência capaz de dar contribuições para a educação. No recente livro publicado pela Editora Cortez, Sociologia do Ensino Médio: Crítica ao Economicismo na Política Educacional, a professora da Faculdade de Educação da Unicamp defende uma volta das Ciências Sociais, em especial a Sociologia, como forma de analisar e contribuir com os desafios educacionais. Ela recebeu Carta Fundamental em sua casa, em São Paulo, para uma conversa sobre economicismo e a influência do setor privado na Educação no Brasil.

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