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“Não quero ser racista”

Stephanie Ribeiro. Uma jovem negra, que sempre estudou em escola pública, até conseguir uma bolsa governamental bastante concorrida para estudar arquitetura, curso ainda elitizado, numa tradicional universidade de Campinas. Se terminássemos aqui, teríamos o final feliz de uma dessas narrativas cinematográficas de garra e superação. No mundo real, porém, a história de Stephanie está só no começo.

Única mulher negra dos 200 alunos em seu curso, o tratamento que Stephanie vem recebendo da pontifícia universidade supostamente católica é reflexo do despreparo de muitos cursos superiores do Brasil – sobretudo daqueles frequentados predominantemente pelos filhos da elite, cuja infância e adolescência costumam ser passadas numa bolha à parte da realidade. Sem assumir qualquer compromisso com questões relativas à diversidade (fenômeno até pouco tempo inexistente nesses espaços sociais), as instituições tendem a ser omissas diante dos conflitos decorrentes da inclusão promovida pelo Prouni.

No caso de Stephanie, a estudante relata – em um corajoso texto publicado na página Blogueiras Negras – a reação da universidade quando a jovem denunciou ofensas pichadas em seu armário: “Não podemos fazer nada”, foi a resposta que lhe deram.

http://www.revistaforum.com.br/blogueirasnegras/2014/05/05/universidade-opressora-nao-passara-e-nem-calara/